Administrar uma loja com crediário próprio pode parecer algo desafiador se você nunca trabalhou ou tem pouca experiência com vendas no carnê.
Por não conhecerem a fundo como funciona o crediário, eles acreditavam que oferecer essa modalidade de pagamento era somente para varejistas muito ousados
Afinal, é preciso ter um parafuso a menos (ou a mais) para encarar o risco de financiar as compras dos clientes usando os recursos do próprio negócio.
Certo?
Errado.
Ter uma loja com crediário próprio também está ao alcance de lojistas “normais” como você!
E foi para deixar isso bem claro que decidi escrever esse artigo. Minha intenção é demonstrar que não é preciso ser nenhum gênio (ou doido varrido) para ter sucesso vendendo no carnê.
Quer saber como?
Eu explico.
Mas, como dizia Jack o Estripador, “vamos por partes”.
Como funciona uma loja com crediário próprio?
Antes de responder a pergunta que está no título deste artigo, quero que você entenda o funcionamento de cada uma das partes que compõem um crediário bem-sucedido.
A intenção é deixar você bem consciente de tudo o que a sua loja está sujeita ao adotar esse modelo de pagamento.
Cada componente tem um papel bem definido no bom funcionamento do crediário e nenhum deles pode ser deixado de lado.
Por isso, é necessário que todos estejam operando com eficiência e harmonia para que você não enlouqueça de vez correndo atrás de clientes inadimplentes.
Vamos lá?
Setor de crediário ou crediarista
O setor de crediário é a área da loja onde é feito o cadastro do cliente e as informações necessárias são colhidas para poder analisar sua capacidade de pagamento.
Nas lojas de menor porte geralmente existe apenas um crediarista responsável por essas tarefas e não há uma área exclusiva para o crediário. E não há problema algum nisso!
O importante é que ele esteja capacitado e tenha todas as condições de avaliar se o cliente tem realmente condições de fazer um parcelamento no carnê.
É esta pessoa (ou este departamento) que deverá coordenar a atividade mais importante em todo o processo de vender no crediário: a análise de crédito.
Tem muito lojista por aí que ainda confia no “olhômetro” para fazer essa avaliação. Ou então opta por vender apenas para conhecidos, por não ter a segurança necessária para conceder crédito a clientes novos.
Outros, no entanto, compreendem que esse tipo de abordagem não funciona e passaram a usar informações dos órgãos de proteção ao crédito para auxiliar na tomada de decisão. Mas não vão muito além disso.
Os lojistas mais antenados (e mais bem-sucedidos) já perceberam a importância desta etapa e vêm investindo em sistemas especializados em análise de crédito, como a plataforma Meu Crediário.
Carnê de pagamento
Até pouco tempo atrás, a emissão de carnês para as vendas a prazo era vista apenas como uma pequena e simples parte da gestão financeira de uma loja com crediário próprio.
Mas, atualmente, novas versões dos sistemas de automação de varejo estão ganhando funções mais robustas e integrando o carnê aos processos de cadastro, análise de crédito e cobrança.
O carnê sem dúvida é uma peça de fundamental importância no processo de concessão de crédito. Por isso, ele deve ser mais do que apenas um bloco de prestações a pagar grampeadas e com uma capinha bonita.
Além de conter as regras que definem o relacionamento entre a loja e o consumidor, o carnê deve servir como um contrato que vai dar a segurança que você precisa para vender no crediário sem medo da inadimplência.
Para garantir isso, devemos emitir sempre duas vias deste documento e pedir para o cliente assiná-lo. Uma delas fica com a loja, para que você possa comprovar a compra e ter um instrumento com validade jurídica para negativar o cliente no SPC ou mesmo protestar a dívida.
Capital de giro para o crediário
Um desafio para quem faz vendas a prazo com recursos próprios é ter capital de giro suficiente para financiar as compras do consumidor e ainda administrar o dia a dia do negócio.
Afinal, se você vende a prazo precisa ter dinheiro em caixa para pagar seus fornecedores antes de receber parte dos valores vendidos.
Planejamento é a palavra-chave aqui.
Você não apenas deve prever os valores que entrarão nos próximo meses, como também se prevenir e reservar recursos para cobrir uma eventual inadimplência.
É comum uma loja com crediário próprio ter descompasso no caixa por pura falta de organização. E aí, se a inadimplência sair dos trilhos, a dor de cabeça para o lojista pode ficar ainda maior.
Assista esse vídeo e veja as dicas exclusivas da equipe do Meu Crediário no nosso canal do Youtube:
Inadimplência
Eis o maior pesadelo de uma loja com crediário próprio! A falta de controle da inadimplência pode acabar com todos os seus esforços para ganhar mais com as vendas a prazo.
Já perdi as contas de quantas lojas eu vi fecharem suas portas por não saberem lidar com o cliente inadimplente.
É óbvio que ninguém consegue vender no crediário com inadimplência zero, mas é possível manter essa variável sob controle e até mesmo tirar proveito dela.
Quer dizer então que a inadimplência pode ser boa para sua loja? Parece papo de maluco, não é?
Para quem vende no crediário, é importante saber que esta variável faz parte do negócio. Vender a prazo significa correr riscos e, inclusive, perder alguns recebimentos.
Mas se a sua análise de crédito estiver bem afiada você consegue liberar limites seguros para cada cliente, de modo que ele atrase alguns dias mas não deixe de pagar.
E é justamente aí, ao cobrar juros e multa sobre o atraso, que você vai encontrar a fórmula para rentabilizar o crediário.
O importante é conhecer e monitorar de perto o índice de inadimplência do seu negócio, com relatórios específicos para ajudar a manter o caixa da sua loja sempre em ordem.
Mantenha sua loja segura! Aprenda a reduzir a inadimplência usando o cadastro de clientes. Descubra as fases do crediário e estratégias para diminuir os riscos. Baixe o e-Book agora!
Entre a loucura e a lucidez
Bem, agora que você conhece melhor as partes que compõem uma venda no crediário, chegou a hora de responder à pergunta que fiz no início deste artigo:
Vender no crediário próprio é para loucos ou gênios?
Pois eu tenho observado dois tipos de comportamento entre os lojistas que trabalham com essa modalidade de pagamento.
Vou explicar rapidamente cada um deles e tenho certeza que você vai entender que não é preciso muito para ser considerado um “gênio do crediário”.
Em compensação, tem muita gente por aí agindo como o “louco do crediário” sem ter noção disso.
Dê só uma olhada nesses dois perfis de lojistas e decida qual deles você quer ser:
Loucos que vendem no crediário
Se o lojista simplesmente abre crediário para qualquer um, sem regras claras para concessão de crédito e sem acompanhar os índices de inadimplência da sua loja, é bom já ir marcando a consulta com o psiquiatra.
E se ele ainda administra seu crediário com as tradicionais fichinhas, cadernetas ou planilhas de Excel, o caso é ainda mais grave!
É simplesmente insano vender no carnê sem ter um bom sistema de análise e gestão de crediário. E aqui cabe ressaltar que não se trata do sistema de frente de caixa e sim de uma ferramenta específica para vendas a prazo.
Uma loja com crediário próprio que adota esses procedimentos equivocados é quase um hospício! Nesse caso podemos dizer que SIM, o lojista está maluco se acha que seu negócio vai ter sucesso dessa forma.
Gênios que vendem no crediário
Agora, se a loja possui regras claras para a concessão de crédito e um bom sistema para automatizar análise, gestão e cobrança, podemos dizer que seu proprietário está em pleno uso das suas faculdades mentais.
Se além disso ele ainda fizer promoções específicas para fomentar o crediário e valorizar os clientes que compram a prazo, podemos considerá-lo uma espécie de gênio!
Ao pensar no crediário próprio como um importante canal de vendas capaz de fidelizar e reter clientes, estes lojistas estão no caminho certo para se destacar da concorrência e crescer no mercado.
E mais: estão encontrando no crediário um grande apoio para contornar a crise no nosso país.
São mais do que gênios, são verdadeiros empreendedores!
Do lado de quem você quer estar?









